O Vestido de Myriam leva Melhor Filme no primeiro Festival Santa Cruz de Cinema

Além de Melhor Filme, o curta-metragem levou outros três prêmios: Direção de Arte, Melhor Ator e Roteiro / Divulgação

Já passava das 20h30 quando O Vestido de Myriam (RJ) foi anunciado como Melhor Filme do primeiro Festival Santa Cruz de Cinema, nesta sexta-feira (26). A cerimônia de premiação aconteceu no Auditório Central da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), mesmo local onde ocorreram as exibições da Mostra Competitiva Brasil nas noites de 23, 24 e 25 de outubro. Além de Melhor Filme, o curta-metragem levou outros três prêmios: Direção de Arte (Junior Paixão), Melhor Ator (Tonico Pereira) e Roteiro (Lucas Rossi).

O filme, exibido na noite de quinta-feira (25), sensibilizou e impactou o público ao projetar na tela a dor da perda e a solidão. O enredo se desenvolve em torno de um casal de idosos que moram sozinhos em uma casa singela na zona rural. Ao perder a esposa, o personagem, interpretado por Tonico Pereira, se depara com uma nova e delicada realidade.
Lucas H. Rossi, que assina a direção, o roteiro e a produção do Melhor Filme, se diz muito grato pelo reconhecimento, mas enfatiza que o prêmio não é o mais importante. Na sua opinião, poder exibir o seu trabalho ao público e dar a oportunidade de debater é o que mais vale.

Além de O Vestido de Myriam, também foram agraciados com o Troféu Tipuana:
• Allan Ribeiro (O Quebra-Cabeça de Sara – RJ), categoria Direção
• Pedro Rocha (Telentrega – RS), categoria Direção de Fotografia
• Léa Garcia (Acúmulo – RJ), categoria Melhor Atriz
• Thais Fernandes (Um Corpo Feminino – RS); categoria Montagem
• Ìdòwú Akínrúlí e Gustavo Foppa (Fè Mye Talè – RS), categoria Trilha Sonora
• Kiko Ferraz, Christian Vaisz, Ricardo Costa e Thiago Gautério (Telentrega – RS), categoria Desenho de Som

O Festival ainda premiou o Melhor Filme Gaúcho com o prêmio Locall/APTC. O vencedor na categoria foi Um Corpo Feminino, de Thais Fernandes. Thais foi agraciada com R$ 7 mil em locação de equipamentos. A noite contou ainda com a presença da homenageada, Liliana Sulzbach. A cineasta e jornalista tem em seu currículo, como diretora e roteirista, filmes como A Cidade (2012), O Cárcere e a Rua (2004), a Invenção da Infância (2000) e O Banco (2000). Liliana convidou o público a refletir sobre o contraste entre a desvalorização dos profissionais que se dedicam ao cinema e a importância da arte e da dramaturgia para a construção social do indivíduo.

“Eu me sinto muito feliz e honrada com essa homenagem, principalmente porque esse é um momento significativo para mim”, afirma. “Eu estou em crise com a profissão. Imagino que não só eu, mas meus colegas também sejam constantemente questionados sobre a real importância do nosso ofício”, continua. Porém, encerra seu discurso mostrando os motivos pelos quais o cinema e a arte não deveriam ser alvos de tanta dúvida. A cineasta ressalta que contar histórias tem uma força muito grande, pois é através da dramaturgia que o ser humano é tocado e incentivado a mudar o seu olhar, se transformar e evoluir como ser humano.

Próxima edição confirmada para 2019

Já tem data marcada. A segunda edição do Festival acontecerá de 22 a 25 de outubro de 2019, com realização da Unisc, Sesc e Pé de Coelho Filmes. A JTI, patrocinadora do evento em 2018, também já confirmou o seu apoio para o próximo ano. O anúncio foi feito por Diego Tafarel, da Pé de Coelho Filmes.

“O Festival era um sonho meu que acabou se tornando o sonho de muita gente”, conta. “E o que eu quero hoje é agradecer. Essa sala esteve lotada durante os três dias. Se não tivesse público, esse festival não aconteceria, se não tivesse os realizadores, esse festival não aconteceria, se não tivesse os voluntários, não aconteceria. Muito obrigada a todos”, destaca.

O evento movimentou Santa Cruz do Sul durante os quatro dias de realização. No primeiro dia, 650 pessoas acompanharam as atividades. No segundo, foram cerca de 500 e no terceiro, em torno de 400 pessoas acompanharam a exibição dos filmes e participaram das oficinas.

Com informações de Débora Pricila Silveira da Agência A4

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