Jurados destacam alto nível do primeiro Festival Santa Cruz de Cinema

Na noite de ontem foram apresentados os últimos cinco filmes da categoria principal; hoje serão anunciados os vencedores / Divulgação

Após três noites de casa cheia e com exibição de 15 curtas metragens, a espera para conhecer os premiados do Festival Santa Cruz de Cinema está chegando ao fim. Robledo Milani, Helena Stigger e Mariana Mêmis Müller assistiram e avaliaram as produções. Nesta noite, será anunciada a difícil escolha tomada por eles, dado o nível e o sucesso do evento. A premiação começa às 19h15min, com a entrega dos troféus aos vencedores. Liliana Sulzbach, cineasta homenageada desta primeira edição do festival, estará presente no Auditório Central da Unisc, prestigiando a cerimônia.

Crítico de cinema e frequentador de diversos festivais, Robledo Milani se mostra feliz pela região. Para ele, a realização do festival em Santa Cruz do Sul é uma oportunidade singular. “Alguns dos melhores filmes que circulam no Brasil o ano inteiro, estão passando aqui”, diz. Milani salienta que muitos dos curtas selecionados para a mostra nacional são premiados em outros festivais, têm grandes atores, gente que tem história no cinema. A sua torcida é para que o evento se estenda por mais edições. “Pelo retorno que se está tendo, tem tudo para seguir no caminho certo”, espera.

Surpreendida positivamente com a qualidade das produções exibidas. Esta é a avaliação de Helena Stigger ao participar do Festival Santa Cruz de Cinema. Amante da sétima arte desde cedo e professora da Faculdade de Comunicação e do Curso Superior de Tecnologia em Produção Audiovisual da PUC/RS, ela comemora a organização e a receptividade do evento. “É um festival que veio com tanta garra, por isso, acredito que vá acontecer por mais anos aqui na cidade. É organizado e muito bem feito naquilo que se propõe a fazer”, afirma.

A especialista em cinema, Mariana Mêmis Müller comemora a exibição de produções que abordem temas em voga. “A curadoria teve um cuidado de fazer uma seleção bastante política, nesse momento que é tão importante estar falando desses assuntos”, conta. A cineasta, que assina a produção executiva e a direção de produção de quatro séries e soma em seu currículo mais de 10 curtas metragens, revela sua surpresa quanto ao nível dos filmes apresentados. “Vai ser uma decisão bastante difícil para nós do júri”, completa.

Documentário sobre corpo feminino encerra a Mostra Competitiva Brasil

As produções apresentadas durante a principal categoria do Festival Santa Cruz de Cinema tiveram como destaque a provocação e a reflexão para temas ainda tabus na sociedade. E na última noite de exibição dos filmes, não foi diferente. Nesta quinta-feira (25), mais cinco curtas-metragens instigaram a sair do lugar comum e, quem sabe, olhar de outra forma para assuntos já conhecidos ou que são evitados de falar.

Dentre os destaques da última noite de exibições, o documentário “Um Corpo Feminino” levantou o público ao trazer depoimentos de mulheres sobre o que elas pensam a respeito do corpo feminino. Com direção da gaúcha Thaís Fernandes, a produção foi a última apresentada na noite e segurou os aplausos da plateia por alguns minutos.

O grupo entrevistado foi composto por mulheres de diferentes idades, raça e classe social, contando inclusive com o depoimento de mulheres transexuais. Os relatos evidenciam como o corpo da mulher ainda está cercado de tabus, mesmo que empoderamento e feminismo sejam assuntos em alta nos últimos anos.

Thaís dividiu o palco e o debate após a exibição dos filmes com os realizadores, Alexandre Estevanato – Minha Mãe, Minha Filha; Cássio Hazin – Baunilha; Henrique Lahude e Gustavo Foppa – Fè Mye Talè e Lucas Rossi – O Vestido de Myriam.

Com informações de Taliana Hickmann e Débora Pricila Silveira da Agência A4

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