Festival Santa Cruz de Cinema começa com noite cheia e impactante

Mostra Competitiva Brasil impressiona em primeira noite de exibição / Divulgação

Casa cheia para a primeira noite de exibição dos filmes e documentários selecionados para a Mostra Competitiva Brasil, do primeiro Festival Santa Cruz de Cinema. Foi no Auditório Central da Universidade de Santa Cruz do Sul que as cinco primeiras produções concorrentes ao Prêmio Tipuana foram apresentadas à comunidade santa-cruzense e regional na noite de ontem (23).

Com temas latentes e fortes, a exibição foi impactante, conforme define o mediador do debate pós-exibição, Mauro Ulrich, editor de variedades do jornal Gazeta do Sul. “Acúmulo”, “Flecha Dourada”, “Tekoá Koen-Ju”, “O Mar de Helena” e “Cabelo Bom” impressionaram, divertiram e emocionaram. Ficção ou documentário, cada uma com formato e narrativas diferentes, mas iguais no desejo de chamar a atenção para questões relevantes à sociedade.

O primeiro filme a ser exibido na noite foi “Acúmulo”, com direção de Gilson Junior e produção de Sarah Duarte. Com Léa Garcia no papel principal, Acúmulo não precisou de muito diálogo para transparecer os dilemas vividos por muitas pessoas na terceira idade. A dor da saudade por tempos e pessoas que não voltam mais, podia ser sentida por meio dos olhos expressivos de Léa.

O segundo filme a ser exibido na noite trouxe o bom humor das lutas de Telecatch. 50 anos depois o grupo “Flecha Dourada” voltou aos ringues para reviver o passado glorioso. O documentário divertiu, mas também emocionou o público, ao representar a saudade e a importância dos laços de família.

“Tekoá Koen-Ju”, documentário com direção de Helena Poetini, veio logo em seguida mostrando a realidade indígena e a sua luta por manter viva a sua cultura. Os cineastas colocaram o pé na estrada e vivenciaram de perto a rotina em uma aldeia em São Miguel das Missões, brindando o público com um show de imagens e histórias inspiradoras.

“O Mar de Helena”, penúltima exibição da noite, de Lucas Vasconcelos, deixou em foco o feminicídio e violência doméstica contra as mulheres. O curta-metragem, com muita sensibilidade, deixou o seu recado “em briga de marido e mulher se mete a colher sim”.

E para fechar a primeira exibição da Mostra Competitiva Brasil, mais um produto audiovisual para refletir. “Cabelo Bom”, dos diretores Swahili Vidal e Claudia Alves, trouxeram histórias de mulheres negras que venceram o preconceito e que lutam contra os padrões de beleza impostos pela sociedade. Na tela, o incentivo ao amor próprio e ao respeito ao próximo.

Nesta quarta-feira (24), mais cinco filmes serão exibidos. É a partir das 19h15, no Auditório Central da Unisc.

Texto: Débora Pricila Silveira da Agência A4.

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